Outono/inverno com muitas cores e formas de trabalhos artesanais

Alô, Alô nação fashion do meu saudoso Rio de Janeiro! Estamos na primeira semana de moda do ano e uma das mais badaladas, o Fashion Rio. Tudo bem que não sou expert no assunto, mas me arrisco a dar uns pitacos, algumas piruadas com base no que andei vendo por lá. É eu estava lá. Aliás já fui algumas vezes, então vamos lá.

Para começar essa edição do Fashion Rio/ Business foi a edição dos óculos gigantes, desses espalhafatosos meio quadrado meio com cantos arredondados que tomam meio rosto de quem usa.

Também foi a edição das sandálias gladiador. Elas estão durando bastante nas ondas da moda, apesar de já estar nos pés da mulherada há algum tempo, mas parece que continua com toda força. O que tinha de gente assim! Várias figurinhas repetidas. Rsrs!

Outra coisa que percebi ou que me causou a impressão é que este ano o evento está mais fraco, murchinho. Alguns dizem ser poor conta do calor, outros culpam até a crise econômica. Mas a verdade é que está diferente, menos movimentado que há um ano, que também tinha um sol escaldante. O espaço da área dos lounges com a decoração da Lapa, tema desta edição, não ajudou muito tb.

Os painéis gigantes criando uma espécie de curral, corredor entre os salões de desfile que desemboca na área vip esquenta demais, o ar circula com dificuldades por entre os painéis. Sem falar que ficou meio confuso saber o que é salão de desfile e o que é painel. Enfim, na minha visão em comparação com as outras edições ficou ruim. aquela área é um espaço onde as pessoas vão para ver e serem vistas é o desfile dos anônimos. Cada figura que passa por ali. rsrs!

A área VIP, também só ajuda a decoração à noite com as luzes que dá sim um ar de barzinho da Lapa. Mas de dia. o chão de madeira corrida e a posição que foi montado o espaço não ajudaram muito. Este ano montaram os lounges nas laterais ao invés de ser central como nas outras edições a que fui. Assim, a única entrada de ar é da Baía de Guanabara, o que esquentou demais essa parte do evento. Mesmo tendo colocado ventiladores inspirados no calçadão de bangu… eles esguicham água, mas não resolvem muito para quem está mais para o meio da área. Enfim… coisas da moda! Vida que segue até a edição de junho.

Outono/inverno: com que roupa eu vou?

O que tem vez na próxima estação, no geral, são as estampas geométricas, tendendo em partes ao zoomórfico, o bom velho xadrez de diversos formatos aliado ao bordado, tricô, tear e aplicações variadas. Essa é a base de todas as coleções apresentadas na bolsa de negócios do Fashion Rio.

Sou suspeita em falar, pois como eu disse, não sou lá nenhuma “tiete” da moda, e independente de estar em alta ou não, uma saia xadrez bem combinada com a parte de cima, acessórios e o lugar a que se vai, para mim, sempre cai bem.

O que se percebe ao caminhar pelos três corredores do Fashion Business é uma onda de produtos com base artesanal. Muito bordado, bastantes aplicações nas roupas com tema floral, paetês, miçangas entre outros materiais que conferem a uma peça simples um brilho à parte.

Colagens com retalhos assemelhando-se a um quebra cabeças e cores fortes como tons mais fechados de azul, verde musgo, vermelho, tons de marrom, chá, roxo e até uma coisinha ou outra em rosa e salmão, também estão entre as dez mais da próxima estação. Quem mesmo que com menos holofotes continua de pé sãos os tons básicos preto e branco.

Os tecidos mais encontrados para aquecer no frio, quase inexistente, carioca são lã e os flanelados, em quase todo estande havia peças com variações destes. Para os mais descolados jeans e algodão, que também continuam com tudo e parecem estar prosa. Um bom exemplo são as coleções da Oh Boy!, Redley, Pura Mania e algumas mais.

A valorização do trabalho manual é algo que ganha muito espaço. As estampas geométricas de cores vibrantes, dando formas à imagens grandes, intrigantes, fazem os looks do próximo outono/inverno. Um exagero discreto, de tão harmônico que ficam as peças. Assim pode!

As bijuterias e jóias também têm muito destaque e atende a todos os gostos, feitas com resina bem coloridas e até mesmo papel, fazendo o estilo ecologicamente correto. O que também não fica de fora são o ouro e prata tanto em seu estado natural, como envelhecida. Quem chama atenção com esse tipo de trabalho é a Jóia Carioca e a Moda São Gonçalo.

Apesar de a maioria dos acessórios estarem tendendo ao artesanal, esses metais nobres não perdem a majestade. Há alguns estandes só com materiais desse tipo e, diga-se de passagem, artigos luxuosos e de bom gosto.

Couro é algo que parece estar meio adormecido. Não será a vedete da próxima estação, então amigas, podem deixar guardadas aquelas roupinhas meio country, que já tiveram seus momentos de glória. Ser fashion agora é usar roupas com detalhes feitos à mão.

Com um estande todo inspirado na natureza, decorado com aves, plantas e folhas, a Homem de Barro, grande destaque de um ano atrás no Fashion Rio, lança a coleção intitulada “o menino do dedo verde”, inspirada na obra de Maurice Druon. Lá o xadrez , os estampados e os tons escuros como verde e azul fechados ditam as regras.

Mais infos:

http://www.acaocomunitaria.org.br

http://www.fashionrio.com.br

http://www.modapetropolisfashionrio.com.br

Boa sorte!

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