Rio de Janeiro um caos em estado de choque

Ok, vamos lá, mais uma vez! Já faz algum tempo que não me debruço sobre questões deste gênero. Mas diante de alguns fatos, é quase impossível que um cidadão cumpridor dos seus deveres não manifeste os sentimentos de indignação que o tomam diante de certas coisas. O que está em pauta é essa história, moda ou fachada chamada choque de ordem.

Primeiro que quando alguém quer desviar a atenção de outrem a fim de parecer estar fazendo algo importante, executa atos grandes, mas apesar da magnitude dos mesmos não significa que estes sejam corretos. E é exatamente a isso, que esse choque de ordem equivale. O pior é que isto é algo que o Prefeito já antevia. Afinal foi uma de suas propostas de campanha. Agora o problema não só é quem votou como também atinge quem não o queria no lugar em que está.

Derrubar construções irregulares no asfalto ou na favela, calçadas, dar batidas com guardas municipais em locais de divertimento público é uma grande demonstração de atitudes ocas. Enquanto a guarda está na zona sul, apreendendo carros com IPVA vencidos, um cidadão de bem morre literalmente atolado num buraco gigantesco, do outro lado da Cidade.

Enquanto mesas e cadeiras são retiradas de um local adotado pelos cariocas para o lazer a Avenida Brasil continua se transformado num queijo suíço. Indecência, falta de respeito e desonra com o compromisso social. Você paga impostos para ter em troca condições básicas de saúde, educação, lazer, segurança, moradia, emprego, dentre outras mais que são de incumbência pública.

É um absurdo um cidadão pagar tantos impostos e receber tão pouco em troca. Um exemplo gritante é o IPVA. Imposto caro que você é obrigado a pagar, religiosamente, seguindo o calendário do governo (com letra minúscula sim, porque com esse governo minúsculo não se pode escrever em maiúscula) ou então perde o automóvel até saldar a dívida.

Porque não inventam uma multa severa para o governante que não cumpre com suas obrigações? Não digo nem promessas, porque essas geralmente acabam no papel mesmo. Mas obrigações mínimas com os eleitores-cidadãos. Por que eu sou obrigada a pagar um imposto que reforça o cofre público, se desse mesmo cofre, que por direito é do cidadão (meu, seu, nosso), não sai quase nada que se perceba em vantagem a aqueles que pagam suas dívidas. Alguém me explica, por favor?!

Enquanto isso, os motoristas cariocas de todas as regiões, indiscriminadamente, continuam se arriscando nas vias da Cidade cheias de crateras do tamanho da falta de vergonha dos governantes. Paga-se várias vezes, pois além do imposto taca-lhe dinheiro na manutenção do veículo. Não há palavras para adjetivar essa calhordisse. Todo um dicionário sempre será pouco.

Aí vem com essa história de tapa-buraco. Olha que me dá uma vontade tão grande de dizer que buraco é que devem tapar com esse asfalto de farinha… Ainda mais quando se faz um serviço porco, pois todas as ruas ficam ovaladas, cheias de montinhos pelo caminho. Parece até rally dos sertões trafegar em alguns lugares.

UPAS um caso a parte!

Outra coisa. Alguém sabe informar porque é mais fácil investir em unidades de pronto atendimento ao invés de reformar hospitais grandes como é o caso do Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio. É um descaramento passar em frente ao Hospital, que sempre teve fama de precário e – sim, sempre foi precário – que agora está sendo substituído pela UPA que instalaram dentro Parque Ari Barroso. Local, teoricamente, de lazer do bairro. No Getúlio, quando tinha médico, faltava equipamento e vice-versa.

Agora a última notícia que tive, de alguém que com um paciente internado na UPA, é que o Hospital não está aceitando internações que não sejam de todo gravíssimas, como ferimentos à bala ou equivalentes. Até entendo, que se coloque uma unidade destas em locais desprovidos de hospitais grandes nos seus arredores. De fato, pode evitar mortes e agilizar pequenos atendimentos sem grandes locomoções de populações distantes de locais centrais. É digno. Mas assim?! Uma UPA ao lado de um mega-hospital sucateado pelo descaso político. Não dá para conceber, não é mesmo?!

É minha gente, é uma vergonha, uma indecência com todos nós que trabalhamos honestamente, que pagamos nossos impostos, que vivemos em condições de integridade social. Chego a me perguntar, por quê? Para que? Se os maiores maus exemplos vêm de cima. Depois, querem apontar quando jovens, muitas vezes, sem oportunidades, criados em lares desestruturados cometem crimes contra essa elite, a qual nosso prefeito faz parte. Dilemas a serem pensados, minha gente! É a vida… Ainda bem que a dor na consciência por votar nesse falacioso eu não tenho. Não foi com meu voto que ele chegou à Prefeitura. E tenho dito!

Fecha a conta e passa régua!

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