Inglaterra negocia descarte de lixo no país com empresa brasileira do Sul


Fonte: Portal do Meio Ambiente

Fonte: Portal do Meio Ambiente

Ai ai ai, a crise ambiental revela-se crise moral. Melhor, mostra a esperteza alheia e a visão de subserviência cabível obrigatoriamente ao lado sul do planeta. E quem comprova isso é a Inglaterra com suas 740 ton. de lixo exportadas para o Brasil, a título de reciclagem. O que nem de longe se atesta diante do tipo de material aqui chegado.

Por mais que hoje, fale-se em países em desenvolvimento e emergentes – eufemismo à dura a realidade sobre a divisão entre países do norte e sul do globo – a Inglaterra evidencia que essa ainda é visão do primeiro mundo a respeito do terceiro. Afinal, como justificar brinquedos inutilizados com a singela recomendação para serem doados a crianças pobres do país? Advertindo, claro, que deviam ser lavados antes. Tsc!

A descoberta foi feita no porto do Rio Grande, na região sul do Brasil e está registrada em nome de uma empresa local, que declarou serem materiais de plástico para reciclagem. Aí é que está! Ao ser feita verificação, o que foi encontrado em nada se parecia com o declarado. Dentre as tralhas, banheiro químico prensado, seringas, vidro, camisinha, além de lixo orgânico. O que não parece ter fins de reciclagem.

O lixão da Corte veio chegando de mansinho, segundo informações da Receita Federal, alertada anonimamente. Foram feitos no total 8 embarques até o final de maio. A partir daí entra em ação a Alfândega brasileira, que comunicou ao Ministério Público Federal, à ANVISA e a órgãos ambientais.

Além destes contêineres, outros 24 também foram encontrados portos de Caxias do Sul e Santos. Até o momento as empresas brasileiras envolvidas no causo já foram identificadas, restando apenas o apontamento das responsáveis no exterior. O que tudo indica nas investigações da Alfândega é a existência de uma máfia internacional do lixo, que se encarrega do descarte dos dejetos de primeiro mundo no terceiro. Bonito, não?!

Chefe da Alfândega Porto Rio Grande, Marco Antônio Medeiros*

Chefe da Alfândega Porto Rio Grande, Marco Antônio Medeiros*

A solução

E para complicar a solução é mais complicada do que parece. Pois caso o Brasil, execute o procedimento de perdimento de carga, o mesmo seria o responsável por ela. Enquanto que a Alfândega sugere que o importador seja obrigado a devolver a carga à sua origem.

Com relação aos contêineres de SP, o IBAMA divulga em seu site que irá autuar a empresa Stefenon Estratégia e Marketing. Que diz ter sido enganada sobre a natureza da carga importada. Mas que ainda sim estaria errada, por não ter licença para importar material plástico com fim de reciclagem.

Estão às voltas com a questão, além do Ministério Público e os órgãos denunciadores do problema, o IBAMA, a ANVISA e a Receita Federal. Agora além de pobres teremos que ser sujos?! Pelo visto… Êh, mundo que gira!

*Fonte: Portal do Meio Ambiente

Leia mais em:

http://www.receita.fazenda.gov.br/automaticosrfsinot/2009/03/04/2009_03_04_17_06_36_921263446.html

http://www.portaldomeioambiente.org.br/pma/index.php?option=com_content&view=article&id=777

http://www.juridicobrasil.com.br/portal/index.php?tipo=2&cod=2&id_noticia=238023

http://noticias.ambientebrasil.com.br/noticia/?id=46549

Anúncios